domingo, 9 de junho de 2013

"CADAVRE EXQUIS"

Um "cadavre exquis" (cadáver esquisito) é a redação de um texto coletivo em que cada participante intervém com o seu parágrafo porém, dobrando o papel para que os outros colaboradores não tenham conhecimento do que foi escrito. 
Assim, durante a Semana da Leitura, que decorreu em março, circulou pelos alunos do 3ºciclo, professores e assistente operacionais o texto que se segue, iniciado pela professora bibliotecária; cada pessoa participante só podia ler a última linha do texto já escrito e dar-lhe continuidade. Cada parágrafo pertence a pessoas diferentes.

CADÁVER ESQUISITO
Hoje acordei peixe. Sou uma pescada esguia e elegante, prateada e luzidia. Passeio-me pelos mares salgados e o meu brilho ofusca qualquer estrela-do-mar.
Como uma sereia ofusca qualquer príncipe. Ainda estou à espera do meu príncipe, que navega pelo mar.
Moreno ou louro, mortal ou imortal. Na crista da onda ele controla as marés. No meu coração deposito a ilusão, será ele D. Sebastião?
“O Desejado” será certamente, porque o povo anseia pelo seu regresso!
Numa época de crise social e económica, a força do povo é decisiva.
Em casa da família Matos todos se preparam para sair à rua. Chegou a hora de se fazer ouvir a voz do povo que merece viver num clima de paz, de trabalho, de construção, de justiça e solidariedade. Basta de injustiça, basta de corrupção.
Naquele dia, no dia da paz, era como se fosse um dia normal. Ninguém o respeitava.
Paz é muito bom. É um bem essencial.
Paz é o contrário de guerra.
Guerra é muito mau, existem muitas mortes.
Morte à América e ao Bin Laden.
Adorei ver o 11 de setembro, senti emoção e alegria.
Quando fumamos erva sentimo-nos cheios de alegria.
O mundo está perdido. Os jovens, hoje em dia, usam a droga como se fosse algo não prejudicial, um divertimento; quando é o contrário.
É uma chatice! Fico desesperado, entro em casa, fecho-me no quarto, apago a luz e penso no que me faz infeliz… Chego à conclusão que tenho tudo o que é necessário para ser a pessoa mais felizarda do mundo, no entanto, tenho que fazer por ser feliz … tenho que gostar de mim. Respeitar-me… Só assim encontrarei a felicidade.
Hoje estou muito contente porque faço anos!
Panados com pão é bom.
Mas a minha comida preferida é peixe do alto mar!
Infelizmente, ainda há pessoas que não levam as coisas que os outros têm que fazer a sério.
Mas o que é importante é ter consciência que,  apesar das diferenças,  todos podemos colaborar em conjunto e contribuir para o bem comum.
Toda a gente tem algo em comum mas uma parte em especial.
Ser especial não é ser diferente e toda a gente é especial à sua maneira.
A diferença torna-nos especiais. As semelhanças tornam-se barreiras da imaginação e do crescimento.
Crescer não é só em altura.
Mas sim também em mentalidade.
Como uma maçã madura.
Sou, simplesmente, bela. Reconhecida por uma beleza simples, mas repleta de emoções.
Sou a terra que abraça o mar. Sou o céu que abraça as nuvens.
Sou o sol que ilumina a terra.
Sou a atmosfera que preenche o planeta.
Sou o planeta que enche a terra. Sou a terra que enche os jardins.
Sou as flores que enchem os jardins. Sou as pétalas que enchem as flores.
Sou as flores que encantam qualquer uma.
És aquela que me fascina.
Agora que te conheço….
Mas que não te esqueço….
Não te conheço, mas gostaria muito de ter oportunidade de conversar contigo. Quem sabe o acaso não nos dará essa oportunidade.
É bom sentir isso, saber que comigo tudo tem mais importância, um caso a explorar dar ouvidos à vida, saborear o mundo voar nas ondas do mar à procura do sonho.
Que está sempre a ser adiado! E também rebolar na areia sem parar à procura da infância.
Fazer castelos na areia como se fossem o seu novo reino e colecionar conchas como se fossem diamantes.
A minha cor é reflexo do céu. Qualquer peixe gostaria de nadar em mim.
Cada peixe tem o seu aspeto, os seus defeitos, mas todos são uma mais-valia para nós.
Cada um à sua maneira.
Todos no mar, sem qualquer preocupação, consolados a nadar, ou a mergulhar na melodia do mar.
A melodia do mar ouvia-se ao longe, entre as rochas e o luar. Fiquei junto ao mar. O sol brilhava enquanto o mar soletrava.
O reflexo do sol batia sobre as águas antes de o sol se pôr.
Quando o sol se pôs, os peixes ficaram quentinhos lá no seu cantinho, a ouvir as sereias a cantar e a mostrar o seu encanto.
Os tubarões todos babados tentavam conquistar as suas amadas e perfeitas sereias.
Mas havia uma que era a mais bela de todas.
E todos a invejavam.
Pois tal beleza era de encantar!
O seu brilho, a sua ternura…
Eram de espantar e o seu encanto era de louvar.
A sereia era bonita e muito inteligente e não parava de mostrar os seus cabelos bonitos, encaracolados e loiros. Os seus cabelos brilhavam à luz do luar como uma princesa de encantar. Ela encantava os marinheiros com a sua voz cintilante.
 Mas tinha um lado mau. Quando era noite de lua cheia, a sereia ficava má e feia.
Um dia, um marinheiro conseguiu reverter a maldição da sereia, dando-lhe um beijo de encantar.
A sereia ficou bonita para sempre e casou com o marinheiro.
Tiveram muitos filhos e, cada dia que passava, ela ficava mais bonita. Seus filhos eram muito espertos.
Casaram numa noite de lua cheia, em que os convidados eram a lua, o mar e a areia.
De seguida, casaram-se o mar e a areia, à luz da lua. Todos ficaram contentes, exceto a lua e o mar. Ficaram tristes porque só à noite se podiam ver.
Todos os dias, o mar e a lua se encontravam às escondidas da areia.
Mas, um dia, o mar saiu de casa e a areia deu conta. Vendo aquilo, a areia foi atrás dele ver o que estava a tramar.
Vendo que o mar a estava a trair, foi chorar mas ela já vivia com ele!
Foi chorar para muito longe mas à tardinha voltou e continuava a chorar!
À noite sonhou, um sonho muito bonito e, quando acordou, estava muito feliz.



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